10 - ...

Gotas vermelhas caindo dos detalhes da roupa de Élmmo caíram sobre o lago em minha frente.
A chuva caindo nas minhas costas, a água fria como gelo parecendo que estava caindo e congelando directamente meus ossos de apenas quatorze anos, estariam me incomodando se aquele ANJO não tivesse acabado de levar parte de mim com ele.
Com os punhos sangrando de tanto socar o chão, mantive-me ajoelhado ali por tempo. Me lembrei de Andersson. Olhei para trás em vi um rosto pálido, um corpo duro, sem movimentos.
Andersson era fraco para coisas fora do comum. Manteve na mesma posição que estava quando viu Célia se levantar.
O ódio ainda queimava em meu corpo, corria pelas minhas veias, e destruía meu coração.
-ÉLMMO EU TE ODEIOOO... - gritei até que minha voz ecoou pelo vale inteiro e que minha garganta ardesse até minha voz falhar.
Senti a mão fria e molhada de Andersson se colocar sobre meu ombro.
-Amigo, venha. Vamos para casa - com uma voz morta, de quem acaba de sair de um funeral... sim... do meu funeral.
-Sim, vamos Andersson - respondi para ele.