6 - ...

-Foi ali Andersson! - apontei com os dos braços para o lago - Ali era uma cratera, onde estava Élmmo.
-C-como assim?! O-o... que?! - perguntou Andersson mantendo intervalos regulares de olhares entre eu e Élmmo.
-Eu estava olhando o prólogo de um dilúvio, quando um raio se formou no céu, e vi uma luz caindo atrás deste moro. Então encontrei Élmmos aqui - expliquei apontando para Élmmos que sorria.
Andersson estava paralisado, percebi que não obteria resposta:
-Então eu o acordei e ele se levantou, eu o arrastei até em casa com medo de que ele ficasse doente - me lembrei que ele gritara o nome de Célia, mas guardei esta parte para mim.
-C-o-n-t-i-n-u-e... - disse Andersson com dificuldade.
-Então ele me disse que eu não precisava me preocupar. Pois... ele é... um... um... - fiquei com medo de causar um enfarte em Andersson.
-... um Anjo - disse aquela vos grossa, soando de trás.
Pensei que Andersson morreria, mas ele se endireitou e ficou mais calmo. Provavelmente foi a vós de Élmmo, eu já sabia como era se sentir assim.
-Um Anjo? - disse ele calmamente.
-Sim. Um Anjo. Estava passando pela região de Cisma, quando minhas asas foram atingidas por um raio forte. Assim cai e desmaiei aqui. Fui acordado por Bruno, que me levou até a casa de vocês, e foi quando o Senhor chegou... - disse Élmmo.
Andersson andou em volta de Élmmo, até que tocou seu par de asas que agora estavam com mais de um metro.
-Não é, que é verdade?! - disse Andersson rindo com ele mesmo.
Mas, um Anjo estaria simplesmente voando pelo céu ou tendo um lugar como destino?
-Éllmo, você estava simplesmente passando quando foi atingido pelo raio, ou você estava indo para algum lugar? - disse com a melhor cara de inocência possível.
-Sim, eu estava procurando por alguém, e essa pessoa é provavelmente ela... - fechou os olhos e apontou para a cadeira de rodas onde estava Célia.