8 - ...

Ela se ergueu com dificuldade. Tirando os cabelos do rosto, e gritou assim que provavelmente sua mente se organizou:
-BRUNO!
Eu sabia que isso não foi um chamado de que ela me vira, mais sim de que me procurava.
Corri logo para abraçá-la, mas antes que pudesse chegar perto dela, bati de cara em Élmmo e cai de costas no chão.
-Desculpe por esconder tudo isso de você Bruno - disse Élmmo sem olhar para mim, sem expressão.
-Como assim Élmmo?! Você é um Anjo, por isso que curou Célia?! Certo?! - indaguei.
Élmmo não respondeu, segurou à força a mão de Célia, me deixando nervoso.
Ele parou antes de falar o que realmente queria dizer... e da forma que gostaria de dizer.
-Élmmo, deixe-me falar com Célia! Por que não me deixa ao menos vê-la?! - perguntei com um olhar raivoso.
Ele abaixou a cabeça para olhar para mim, e colocou as asas em volta de Célia - asas que agora estavam de um tamanho imenso, provavelmente de seu tamanho normal, já estavam curadas.
-Bruno, eu já te disse que sou um Anjo diferente! - disse ele asperamente e aumentando sua voz.
Voltara a chover em Cisma, e o barulho dos trovões e raios que se formavam no céu era de arrepiar.
-Bruno, Bruno, Bruno...! - gritava Célia para mim.
Que desesperador Não poder chegar até ela.
-Célia! - corri até novamente a muralha de um Anjo.
-Bruno! - gritava Célia
-NÃO! - trovejou a voz de Élmmo me jogando para trás com apenas um braço.
-Saia da frente Élmmo! - cheguei para dá-lo um soco bem no meio do rosto.
E fui jogando para longe novamente.
-Célia não pode se aproximar de você. Ela já não pertence a esse lugar. Ela deve ir comigo.
"Ela já não pertence a esse lugar", como assim?
-Élmmo. O que você quis dizer com isso? - perguntei
-Ela deve ir comigo, para outro lugar - respondeu-me Élmmo.
-Por que Élmmo?! - rebati
-POR QUE EU SOU UM ANJO DA MORTE! - respondeu-me Élmmo gritando.