29 - Fleer

Fleer caíra vários metros, seu bater de asas ficava mais fraco. Os dois Anjos que até agora estavam imóveis atrás de Fleer, desceram e ajudaram ele a se re-erguer novamente.
-Bruno, você tem sorte... terá mais alguns minutos de vida... eu matarei Solly primeiro...! - Fleer ria e o sangue parara de pingar de suas asas.
Junto com a chuva, veio o vento e os relâmpagos, clareando o céu profundamente.
A única coisa que se ouvia era o som da chuva, a cena parecia congelada, milhares de Anjos da Morte parados no céu imóveis, Fleer analisando a situação, os dois Anjos atrás novamente paralisados, Solly em pé alguns centímetros na minha frente, tendo parte de seu rosto iluminado pela janela de uma loja que ainda estava acesa e eu com as roupas rasgadas e com um olhar assustados olhando para os dois que pareciam estátuas.
Meus pés estavam congelados, e meus braços sem dor nenhuma, a chuva gelada que parecia como sempre bater em meus ossos e congelar cada ponto que atinge.
Não sei por que mais... Célia... Célia! Célia veio em minha mente nesse momento, onde estaria meu amor? Meu coração que eu tanto sentia saudade? Ela estaria bem...?
Ouvi Fleer rir novamente.
-Talent... não se preocupe com Célia... ela está feliz... ela não está mais viva!
O que? O que?! O QUE???!!!
Célia estava morta???!!!
O ódio corria novamente em minhas veias, meu coração batendo mais rápido, meus punhos se fechando novamente, percebi que acabara de esmagar a estrutura do posto apertando-o.
Com um movimento involuntário minhas asas se inclinaram em forma de voo. Eu tinha que destruir Fleer...
-Não Bruno!!! - ouvi Solly gritar atrás de mim.
Quando dei por mim já estava no ar, o vento batia ferozmente em meu rosto, eu deixava um rastro de água atrás de mim, ouvia o vento forte que acompanhado de trovões fazia meu corpo receber mais adrenalina... eu estou aqui, voando em relativamente uma velocidade muito grande, só via alguns borrãos passarem por mim.
Fleer ria enquanto via minha aproximação veloz, seu sorriso desapareceu totalmente dando lugar para uma face de medo quando via meu punho em uma velocidade inacreditável perto... centímetros de seu rosto de Anjo.
Meu punho acerto Fleer por completo, assim dei sequência a uma bateria de soco e golpes no peito que o jogavam muito para trás. Olhei sobre seu ombro e todos os Anjos da Morte estavam entrando dentro de seu portal, aquele portal deveria dar para... para... HIRÚ! O mundo dos Anjos da Morte.
-Pa... re... Bru...!!! - tentava dizer Fleer.
Meu sangue ardia ainda mais, sentia uma explosão dentro de mim, eu queria destruir Fleer.
Com o dobro da velocidade me posicionei atrás dele que voava para trás chegando cada vez mais perto do portal. Me virei de costas para o Anjo que explodiu em minhas costas e ficou imóvel.
Puxei minhas ão para trás e senti suas asas, agarrei com toda a força esmagando elas entre meus punhos e puxei... com toda a determinação possível.
Senti elas saírem por completo em minhas mãos.
Tudo ali estava quieto, a adrenalina em meu corpo saíra por completo também, o ódio ainda corria em minhas veis, mas eu estava impedido de me mexer que se quer um centímetro.
-Acalme-se Bruno... - senti as mãos de Solly atrás de mim fazendo meu corpo relaxar.
-E-ele... e-ele... - tentava dizer entre lágrimas.
Meu corpo pulsava entre soluços e gaguejo...
-Tudo bem Bruno... Fleer foi destruído... acabou tudo...