Estava correndo muito rápido, mas vi que o topo da montanha era gigantesco, parecia um campo sem fim, depois de correr tanto eu ainda não cheguei até as ruínas.
Quando passei por um morro maior, vi um campo aberto, um lugar plano, que parecia ter sido feito para plantação de flores... mas no lugar delas haviam... espinhos!
-Perfeito!!! Como eu vou passar por isso sem morrer sangrando com milhares de espinhos cravados em meu corpo???
Tentei levantar voo mais nada, igual antes, só consegui levantar alguns centímetros, o bastante para passar os espinhos, entrei em um caminho de árvores, por incrível que pudesse ser elas tinha folhas... todas secas...
Os espinhos acabaram e eu pude parar com o esforço das asas e deixar o suor cair por completo, andei com rapidez até chegar em uma grande pedra onde estava escrito... alguma coisa... pude ver que estava na minha língua... eu conseguia ler aquilo, olhei e vi escrito.
"Pare! Volte... se prosseguir, perca todas as esperanças de vida pois Hirú o aguarda em seus aposentos... sem piedade..."
Meu corpo se congelou quando terminei de ler aquilo, olhei em diante atrás da pedra e vi um corredor de árvores que ia se estreitando e não conseguia ver mais de dois metros em minha frente pela escuridão, nem mesmo uma visão de Anjo era capaz de ver adiante!
Andei com calma eu estava exactamente na linha da pedra... o que aconteceria se eu ultrapassasse aquela linha? Algum monstro comeria minha cabeça? Me destruiria por completo? Não sentiria nada...? espero.
Coloquei o pé após a linha e senti o frio percorrer minha espinha... nada aconteceu, estiquei as asas para trás e senti elas estalarem como um alongamento de quem acorda.
-Ótimo... agora vocês voltaram ao normal!!!
Me impulsionei com toda a força para frente e senti o ar quente em meu rosto novamente... não conseguia ver absolutamente nada, só quando olhava para trás e via a pedra ficar cada vez mais longe... mais longe... longe...
Senti o meu corpo se desmontar ao bater em alguma coisa. Como mágica, tudo se iluminou com o céu avermelhado... havia um parte da entrada das ruínas... andei mais para frente e vi um portal enorme feito de madeira com travas de ferro. Abri todas que estavam por completo enferrujadas e o cheiro de sangue ali era insuportável... me causava náuseas.
Olhei através da porta e tudo estava escuro, olhei com mais intensidade e vi um corredor enorme, um salão gigantesco, e no fim, perto da parede havia um trono, vermelho de ouro, um tapete vermelho rasgado, velho e sujo levava até ele. Pilares sustentavam o této parcialmente quebrado. No trono havia alguém sentado, que ao sentir minha presença levantou o rosto, com os cabelos curtos e branco-acinzentados, finos na frente se movendo lentamente.
-Bruno... Talent... Solly, Célia, Andersson, Victor, Fleer... esqueci de alguém que apareceu em sua vida nestes tempos difíceis?
Aquela voz!!! Tão familiar... tão doce... que fazia meus nervosos relaxarem... a única pessoa que conseguiu isso foi...
-Élmmo???!!!
